A realidade cibernética ganhou seu espaço. O mundo reconstruiu sua dinâmica de comunicação e estruturou-se partindo dos bytes e terabytes da internet. Basta um “enter” e é possível percorrer o mundo, viajar e conhecer outras culturas, realizar experimentos. Enfim, aprender! “Com os avanços da web 2.0 e congêneres, os ambientes virtuais de aprendizagem se enriqueceram notavelmente através de programas que facultam autoria (em especial blogs e wikis)” (Demo, 2008 apud. Mika, 2007; Solomon/Schrum, 2007; Stauffer, 2008; Vossen/Hagemann, 2007). Embora ainda vítima de críticas, é notável que a rede mundial de computadores constitua uma ferramenta extremamente relevante de ensino, que se utilizada de forma coerente tem potencial amplificador não só do conhecimento como também das relações sociais.
Dentro desse contexto surgem as novas TICs ou Tecnologias da Informação e Comunicação, que diante de todas as expectativas trazem um grande desafio: “aprimorar os processos de formação e aprendizagem”. Ok, então mais uma vez a iniciativa pedagógica é de modernizar e reestruturar a educação. Então enchamos de laboratórios de informática as escolas de todo o país e assim todos estarão ligados à rede. Passar-se-ão anos, as máquinas e o ensino serão sucateados e o investimento terá sido em vão? Hum, talvez não. A s TICS compreendem o conhecimento humano como àquele que se reconstrói. Diante disso, a velha visão de que a mente humana limita-se a uma Xerox da realidade externa a nós, se vê ultrapassada.
A tecnologia, embora extremamente dinâmica, não é auto-suficiente. Somos sua fonte de origem e manutenção, e passou do tempo de se buscar viver alheio a isso. Como em uma mina, é preciso escavar por entre areia, barro, lama e carvão para encontrar diamantes. E ainda que em nossa posse, é preciso lapidá-los. Assim é a internet. Ela está ai com todos os problemas, as corrupções, futilidades e “desnecessariedades”. Mas no meio de tudo isso, é uma forma espetacular de buscar informações e conhecimentos (novo e antigos), descobrir, discutir e aprender. Saibamos dispor das ferramentas a nosso favor. Porque lutar contra elas? E não estaríamos aqui se não fosse para provar que isso é possível.
Bem vindos ao Lado B – Onde a vida é mais verde!
Para saber mais sobre as TICs confira o texto base para esse post em:
http://pedrodemo.sites.uol.com.br/textos/tics.html
Muito interessante. Realmente as tecnologias devem ser utilizadas como ferrementas, meios para alcançar um objetivo,e não vistas como o próprio objetivo.
ResponderExcluirO grande entrave em relação a total aceitação das TICs no contexto ensino-aprendizagem se dá pela manutenção do pensamento arcaico de que os alunos são incapazes de desenvolver linhas de raciocínio próprio e que o pensamento do professor será sempre o "molde" que criará 30 ou 40 "clones" por turma. Antes de reformar a estrutura física da escola é necessária a reforma mental dos profissionais da educação, e então teremos de fato as TICs como uma ferramenta de grande utilidade no acesso ao saber.
ResponderExcluirMuito interessante a linguagem empregada. Parabéns.
ResponderExcluirConcordo. Estamos aqui para provar que é possível e que ainda temos muito a aprender com as tecnologias na área de educação.
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