domingo, 30 de outubro de 2011

Videoexcursão

Qual o limite do ensino? Até onde devem ir os esforços e a criatividade do professor na busca do melhor ensinar? Até onde deve ir o aluno na busca pelo conhecimento? O que acontece quando a escola passa a atuar além dos limites das "quatro paredes" e faz do mundo a sua sala de aula?

Esses e outros questionamentos permeiam muitos estudos e discussões sobre educação, práticas de ensino e a utilização de espaços de ensino alternativos. O que nós, como estudantes de Biologia e futuros professores encontramos passa longe de uma resposta a todas essas indagações: há multiplas formas de encarar essa realidade e responder ao anseio de ultrapassar os limites impostos pela formalidade do ensino puramente "tradicional".
Testar e demonstrar isso é bem mais difícil do que parece.
Nosso desafio foi, através de um vídeo, demonstrar a utilização de aulas práticas e experiências em espaços de ensino diferentes da sala de aula. O vídeo é um recurso precioso, pois trás a noção de tridimensionalidade, tempo, movimento e cores, promovendo uma interatividade muito próxima à realidade retratada.
Nossa proposta é uma Vídeoexcursão. Basicamente, um vídeo feito a partir da perspectiva do aluno, como se este, ao assistir, estivesse no local da filmagem. Além de ser uma boa alternativa para situações onde é inviável sair da escola, o vídeo ainda se presta a situações de inclusão, onde o aluno apresenta dificuldades de chegar ao local da aula devido à alguma impossibilidade física ou de infraestrutura do lugar.
Esperamos que este vídeo simples sirva de inspiração para o desenvolvimento de inúmeros outros, com diferentes temáticas dentro do Ensino e em diferentes localidades.

Este é o Lado B
Onde a vida é mais verde

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Laboratórios

Pensar em Biologia é quase sinônimo de pensar em Laboratórios. Mesmo para aqueles mais viciados em trabalho em campo, o Láboratório ainda é um local de pesquisa e trabalho científico.
Claro que nem todas as escolas tem o espaço e recursos suficientes para manter um bom Laboratório e muitas vezes o professor tem que usar sua criatividade para garantir aulas práticas de qualidade.
Mas... e se houvesse um Laboratório ideal?
Pensando nisso, montamos um vídeo bem bacana!


http://www.youtube.com/watch?v=l53EGiB2Xeg
(créditos super especiais para Mariana Bonfim!)

Para saber mais sobre Laboratórios de Prática para escola, leiam o post Laboratórios: como e para quê? (http://ondeavidaemaisverde.blogspot.com/2011/10/laboratorios-como-e-para-que-ambiente.html)

Este é o Lado B
Onde a vida é mais verde

Laboratórios

     Pensar em Biologia é quase sinônimo de pensar em Laboratórios. Mesmo para aqueles mais viciados em trabalho em campo, o Láboratório ainda é um local de pesquisa e trabalho científico.
     Claro que nem todas as escolas tem o espaço e recursos suficientes para manter um bom Laboratório e muitas vezes o professor tem que usar sua criatividade para garantir aulas práticas de qualidade.
     Mas... e se houvesse um Laboratório ideal?
     Pensando nisso, montamos um vídeo bem bacana!

http://www.youtube.com/watch?v=l53EGiB2Xeg
(créditos super especiais para Mariana Bonfim!)

      Para saber mais sobre Laboratórios de Prática para escola, leiam o post Laboratórios: como e para quê? (http://ondeavidaemaisverde.blogspot.com/2011/10/laboratorios-como-e-para-que-ambiente.html).

Este é o Lado B
Onde a vida é mais verde


domingo, 2 de outubro de 2011

O outro lado do Livro Didático

     Dentro do estudar para ser professor, nós (ainda alunos) nos deparamos com atividades das mais intrigantes. Você já se perguntou como será que os livros que estudamos vão parar nas escolas? Pois é, existe todo um processo por trás disso, indo desde a produção do livro pela editora, passando pela inscrição dessa editora em um edital do governo, que faz uma avaliação dos livros e produz um guia, onde as escolas podem escolher os livros que lhe interessam e fazer o pedido às editoras. Esse processo ocorre de acordo com o PNLD – Programa Nacional do Livro Didático. Dessa forma, há um controle de qualidade do material utilizado.
     Talvez um dos pontos mais importantes desse processo seja a Avaliação. Ela é feita baseada no parecer de diversos avaliadores que analisam diferentes livros didáticos utilizando os mesmo parâmetros, que incluem desde o cuidado com a edição e legibilidade dos textos até a preocupação em transmitir o conhecimento científico correto e contribuir para a formação cidadã do aluno.
     Diante disso, nos foi proposta uma atividade: analisar, segundo os critérios dos PNLDs um livro de biologia do segundo grau, de preferência que compusessem com maior freqüência a lista de materiais didáticos das escolas (sejam elas públicas ou privadas) do nosso estado. Assim, cada um de nós do Lado B – onde a vida é mais verde, construímos um parecer sobre a nossa avaliação:

Mariana e Rafael: Primeiramente partimos da escolha por um livro que tivesse próximo à nossa realidade quanto alunos do ensino médio. Assim escolhemos o clássico BIO –volume 3 – Genética, evolução ecologia da bióloga Sônia Lopes, sendo a 1ª edição da obra e a sua 1ª tiragem, no caso ano de 2002. Observamos um cuidado muito especial na obra pelo teor científico, não é a toa que a obra é sempre compositora das bibliografias recomendadas para os vestibulares de todo o país. Entretanto, ao realizar a avaliação, atentamos para o fato de que nenhuma obra de cunho didático possua um caráter estático. A ciência se renova a todo o momento, bem como os saberes que tangem essa área do conhecimento. Mesmo sendo um dos livros mais bem estruturados na área do ensino em biologia e abordados quanto material didático nas escolas, encontramos diversas falhas, ainda que simples no que se refere algumas imagens não condizentes com a realidade social do aluno, erros ortográficos, diagramação, bibliografia inconsistente, etc. Mas destaca-se na proposta de atividades pedagógicas interativas que contribuem para a ampliação e aplicação do assunto aprendido pelo aluno na realidade a sua volta, respeitando o caráter laico e teor informativo/ descritivo do texto, não impondo em momento algum um posicionamento em relação a questões polêmicas.

Andréia: Outro clássico da Biologia no Ensino Médio são os livros de Amabis & Martho. Tanto os volumes 1, 2 (que foi o analisado nesse trabalho) e 3 quanto o volume único são sempre citados como livros que ultrapassam as expectativas de um livro comum de escola, fazendo a transposição dos conhecimentos acadêmicos para os conhecimentos escolares de forma justa e criativa. Foi muito interessante avaliar um livro a partir de pareceres nacionais, e muito do que já sabemos foi confirmado: o livro é excelente em quesitos visuais, tanto em figuras e fotografias quanto em esquemas e diagramação. Analisando assuntos polêmicos dentro do meio biológico (ex.: se vírus são ou não considerados organismos vivos), os autores foram muito felizes em seus comentários, transmitindo a importância de discussões para o progresso da ciência e sem impor suas posições pessoais. Uma das poucas críticas que posso fazer é a falta de ênfase em assuntos mais “brasileiros”, como a Biopirataria ou a extinção da nossa fauna nacional, assuntos que contribuem para a construção do caráter social do aluno. O livro é muito bom para vários perfis de aluno, intrigando e cativando aquele que vê a Biologia como mais uma matéria escolas, passando por aquele que gosta da Biologia como hobbie e está em busca de curiosidades até aquele que são (assim como nós éramos) deslumbrados com essa ciência fantástica e vêem nela um objetivo de vida!

Laboratórios: como e para quê?


     O ambiente onde se estuda tem grande influência na forma como se aprende. Por isso, a escola como um todo deve ser considerada um ambiente de aprendizagem, não só as salas de aula, mas também as bibliotecas e laboratórios, salas de estudo, pátio e até corredores! Diferentes escolas, com diferentes propostas de currículo e métodos exibem isso através da organização de seu espaço.
     Pensar em ambientação nem sempre é fácil. Há alguns critérios simples que a maioria de nós sabe como seguir: ambiente limpo, bem iluminado, com cadeiras e mesas de altura adequada e valorizando a instalação elétrica da sala, entre outros. Porém, ambientes específicos exigem algumas peculiaridades. É sobre isso que o texto Prática de Ensino de Biologia (KRASILCHIK, 2004) trata: as especificidades dos ambientes voltados diretamente ao ensino de Biologia.
     Talvez o lugar mais pensado para o ensino de Biologia seja o Laboratório de Biologia (ou Laboratório de Ciências) da escola. É claro que há algumas práticas simples e criativas que podem ser executadas em ambientes diversos, como o pátio ou a própria sala de aula. Mas, sempre que possível, é interessante dispor de um laboratório, tanto para a execução de aulas práticas quanto para a exibição de trabalhos desenvolvidos pelo professor e alunos e painéis/modelos explicativos. Uma sala de aula pode, eventualmente, ser adaptada para servir de laboratório. Para isso, é fundamental que ela disponha de boa iluminação, pias e torneiras, mesas móveis forradas com fórmica, bancadas (ou pode-se formar uma bancada unindo as mesas móveis) e entrada de gás.
     Pensando num Laboratório de Biologia para uma média de 30 alunos por sala, destacamos os seguintes pontos de acordo com KRASILCHIK, 2004:
                - Localizado no andar térreo, com saídas para o exterior (importante no caso de acidentes);
                - Bem iluminado e bem ventilado;
                - Fácil acesso, tanto para professor quanto (e ainda mais) para alunos;
                - Espaço anexo para preparação de material;
                - Espaço para manutenção e exibição de experimentos;
                - Aproximadamente 90m² (em média, 3m² por aluno);
                - Paredes laváveis, piso não escorregadio e não corrosivo em contato com substâncias químicas ou água;
             - Prateleiras, pias, tanques para lavar vidraria, mesa para alunos e professor, bancada para material a ser utilizado, quadro para aula/instruções/avisos, geladeira e capela, além de materiais de manuseio, reagentes, área para cultivo/ criação de animais etc.

     Deve-se ter em mente, que a aula prática em laboratório embora conte com uma proposta mais interativa e interpretativa de ensino, ainda possui o seu caráter profissional. É um ambiente de trabalho sério que deve ser regido por regras de segurança tantos dos alunos envolvidos na atividade de experimentação, quanto dos demais que freqüentam a estrutura física de toda a escola. Diante disso, a figura do professor é imprescindível como responsável pela turma e pela boa condução da atividade.
     Ainda que os Laboratórios tenham sua importância reconhecida, nada melhor para um aluno de biologia, do que compreender a vida, e suas “multifacetas”, do que extrapolando a estrutura física da escola e buscando a vida verdadeiramente como ela é. As atividades de campo são importantes para contribuir com o desenvolvimento do espírito investigativo do aluno e aguçar a sua curiosidade. Embora sua realização seja mais dispendiosa, seu retorno educativo é imensurável e podem contribuir para o progresso do aluno como figura intelectual e cidadã.

Fonte: KRASILCHIK, M. Prática de Ensino de Biologia. Edusp, 4ª ed. 2004

Este é o Lado B - Onde a vida é mais verde!